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Como o mundo se encontrou nas cozinhas de São Paulo

LANÇAMENTO:
+ detalhes do livro: Como São Paulo come, de Xavier Bartaburu
272 págs | 25 × 18 cm | Brochura

Investigar como São Paulo come me levou a pessoas e lugares que eu jamais conhe­ceria, mesmo pesquisando nossa alimentação há tanto tempo. E me deixou ainda mais interessada. Nunca mais conseguirei olhar para a nossa cozinha da mesma forma. Passei a entender a origem dos alimentos e dos hábitos que parecem tão naturais no dia a dia. Hoje sei que bebemos cerveja por influência alemã, que devemos aos povos indígenas o gosto pelo milho e seus derivados e que aprendemos com os portugueses a preparar pratos cal­dosos e bem temperados. Também ficou nítido o quanto São Paulo tem uma extraordinária capacidade não só de receber tradições, como também de transformá-las em algo novo e próprio. Onde mais seria possível misturar pizza com carne-seca, botar palmito na esfiha, fritar sushi e trans­formar a berinjela à parmegiana em um bife coberto com muito molho de tomate e queijo? A criatividade floresce do encontro entre as numerosas culturas, e a nossa mesa é um verda­deiro retrato da cidade: diversa, mestiça, inventiva e em permanente transformação.

Nas páginas a seguir, você irá conhecer doze famílias de culturas diferentes que abri­ram as portas de suas casas — e também de seus cadernos de receitas, armários, baús e outras intimidades — para nos apresentar seus modos de comer. O texto de Xavier é bri­lhante ao conseguir entrelaçar a história de cada família com a chegada dos grupos imi­grantes e migrantes a São Paulo: os bairros onde construíram suas comunidades, como conseguiram preservar suas tradições e quais adaptações precisaram fazer aqui, entre tan­tas outras curiosidades.”
Patrícia Moll
Jornalista e pesquisadora de cultura alimentar, responsável pela pesquisa para o livro

Entre o íntimo e o coletivo, este livro propõe uma arqueologia do paladar paulistano — uma história dos modos de comer da cidade, mas também uma história de São Paulo contada por meio de seus modos de comer. Comida é roça, festa, mercado e casa; cidades também são feitas de tudo isso. E grandes cidades como São Paulo são feitas de muitas outras: pátrias portáteis que aqui chegaram, se encontraram e aprenderam novas maneiras de permanecer. Cidades transformam receitas, mas receitas também transformam cidades.
Para contar essa história, o autor segue os rastros dos muitos povos que moldaram a cidade por meio do paladar. Do milho de Nhanderu às batatas de Pachamama, passando pelo quibe, pelo bacalhau, pelo baião de dois, pelo dendê. Doze famílias, representantes dessa diversidade cultural, abriram suas cozinhas para revelar a história que os restaurantes não contam: as receitas, os ingredientes e as memórias dos povos que, em cinco séculos, transformaram os modos de comer em São Paulo.

Alguns tópicos do livro:
Uma viagem que reconta a história do Brasil
Muito antes de São Paulo virar metrópole, o milho já alimentava a cidade. Em Como São Paulo Come, você entra nas aldeias guarani que ainda hoje mantêm viva essa tradição — o primeiro capítulo de uma jornada que vai da origem indígena até os sabores mais recentes chegados à cidade.
Os segredos das cozinhas afro-paulistanas
Dendê, quiabo e tradições que atravessaram o Atlântico: o livro revela histórias como a do calulu angolano, primo do caruru baiano, e mostra por que essa herança é ingrediente essencial — e muitas vezes esquecido — da identidade gastronômica paulistana.
Por que amamos tanto a pizza e as cantinas?
Descubra como a cozinha italiana deixou de ser “de fora” para virar parte da alma da cidade — do boteco ao restaurante chique. Um retrato saboroso de como São Paulo transforma tudo o que recebe em algo genuinamente seu.
São Paulo continua se reinventando à mesa
De coreanos a bolivianos, o livro prova que a história não parou: novos sabores continuam chegando e moldando a cidade. Um mergulho completo — e delicioso — em 12 povos que fazem de São Paulo a capital gastronômica que ela é hoje.

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