Uma descoberta recente na Mata Atlântica está mobilizando cientistas, ambientalistas e amantes das florestas: a identificação da árvore mais alta já registrada no bioma, um jequitibá-rosa de impressionantes 65 metros de altura, localizado no norte de Minas Gerais. Equivalente a um prédio de 22 andares, a árvore centenária foi revelada em expedições realizadas por pesquisadores ao mapear a floresta. A notícia foi destaque nos portais Estadão, O Globo e O Eco, que trouxeram imagens e detalhes sobre a importância desse achado.
Segundo os especialistas, o jequitibá-rosa tem cerca de 300 anos e permanece de pé em uma região remota da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Serra do Gandarela. A árvore impressiona não apenas pela altura, mas também por representar um remanescente vivo de uma floresta que já perdeu mais de 85% de sua cobertura original. É um símbolo da resiliência da Mata Atlântica — e um alerta sobre o valor de preservar o que ainda resta.
Se você é amante desses temas e se interessa por registros sensíveis e científicos dos fragmentos florestais que resistem nas cidades e no campo, sugerimos o livro Remanescentes da mata atlântica, de Ricardo Cardim. A obra é um verdadeiro inventário visual e reflexivo sobre árvores históricas, gigantes ocultos em meio ao concreto, e uma leitura essencial para quem busca compreender a importância da vegetação nativa no contexto urbano e ecológico.
Se a descoberta do jequitibá de 65 metros despertou em você um desejo de entender como a natureza pode inspirar o planejamento das cidades, o livro Paisagismo sustentável para o Brasil é uma leitura indispensável. Ele oferece princípios e práticas que valorizam espécies nativas e estratégias ecológicas no paisagismo, propondo uma nova forma de construir e conviver com a natureza no ambiente urbano.
Para os que desejam se aprofundar na fascinante vida interior das árvores, sugerimos A vida das árvores, do botânico francês Francis Hallé. Com uma escrita envolvente, o autor nos apresenta árvores como seres complexos, com estratégias de sobrevivência, ritmos próprios e um papel vital na estabilidade dos ecossistemas. A obra nos ajuda a ver árvores centenárias como o jequitibá não apenas como monumentos, mas como protagonistas vivos da paisagem.
Já o livro Como ler uma árvore, de Tristan Gooley,é ideal para quem deseja desenvolver o olhar atento sobre o mundo natural. Gooley ensina como interpretar sinais sutis — troncos tortos, galhos assimétricos, manchas na casca — para entender o clima, o solo e a história de um lugar. Um guia fascinante para leitores que desejam se reconectar com o ambiente e aprender a “ler” a paisagem como se fosse uma história..


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Podcast Olhares natureza
Paradoxos do verde: Paisagem, Cultura e Território com Gareth Doherty e Ricardo Cardim EP#37
O Que as Árvores nos Contam , com o biólogo e botânico Anderson Santos, EP#36
A história visual da Mata Atlântica, com Ricardo Cardim e Cássio Vasconcellos, Podcast EP#20
Paisagismo sustentável para o Brasil com Nicole Sigaud e Ricardo Cardim – Podcast EP#02


