Este episódio marca o lançamento do livro Breve história da arte queer, que reúne obras, movimentos e artistas de todos os tempos, de Michelangelo à arte contemporânea, revelando múltiplas formas de dissidência, busca de visibilidade e construção de discurso. A conversa mergulha nos limites e potências da palavra queer, nas formas de nomear e enquadrar artistas, e nos riscos e possibilidades que surgem quando identidade e obra se encontram — ou se separam.
Ao longo do diálogo, surgem reflexões sobre como contextos históricos, culturais e geográficos moldam o que entendemos por arte queer, e como esse conceito se transforma quando olhado a partir do sul global. Os convidados discutem também os atravessamentos entre vida pessoal e prática artística, as tensões entre reconhecimento e aprisionamento identitário, e as estratégias para abrir espaço para narrativas mais amplas, múltiplas e livres dentro do circuito das artes.
Com a apresentação de Uma Reis Sorrequia (@furia.travesti) e participação de Alice Granada, Leandro Muniz e Renato Dib, o bate-papo passa por questões como precarização, curadoria, interseções entre arte e ativismo e a liberdade de criar fora da caixinha. Uma troca intensa sobre arte, política e os transversalidades que moldam nossa produção cultural hoje, sob o olhar LGBTQIA+.
Participaram do episódio:
Alice Granada (@alice.granada) — Curadora independente de arte contemporânea, pesquisadora em ciências sociais e advogada corporativa.
Leandro Muniz (@leandromunizdesousa) — Artista e curador assistente no MASP, mestre em História, Crítica e Teoria da Arte pela ECA-USP.
Renato Dib (@renatodib) — Artista e professor, com obra que atravessa pintura, colagem e técnicas manuais associadas ao texto.
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